A norma ABNT NBR 7207:2020 e as instruções do DNIT definem os critérios mínimos para o dimensionamento de pavimentos flexíveis no Brasil. Em Imperatriz, cidade com 273 mil habitantes situada à margem direita do Rio Tocantins e a cerca de 95 metros de altitude, o projeto ganha contornos específicos. A predominância de solos lateríticos na região exige um olhar técnico atento à capacidade de suporte do subleito. Não basta replicar uma estrutura típica de asfalto sobre brita graduada. As variações sazonais do lençol freático e os períodos de chuva intensa entre novembro e abril alteram o comportamento mecânico das camadas. Um projeto de pavimento flexível bem calibrado para o clima de Imperatriz parte de sondagens e ensaios de CBR que capturem a umidade de equilíbrio do solo local. Só assim a vida útil do pavimento atinge o horizonte de projeto sem degradação precoce.
O comportamento do subleito laterítico de Imperatriz, saturado durante as chuvas e ressecado na estiagem, define até 70% da vida útil do pavimento flexível.
Metodologia aplicada em Imperatriz

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Fatores críticos do terreno em Imperatriz
A geologia de Imperatriz, inserida na Bacia Sedimentar do Parnaíba, apresenta intercalações de arenitos finos com níveis argilosos que formam aquíferos suspensos. Durante a estação chuvosa, a saturação dessas camadas reduz drasticamente a capacidade de suporte do subleito. Um projeto de pavimento flexível que ignore a drenagem profunda tende a apresentar afundamentos plásticos nas trilhas de roda e trincas por fadiga antes do quinto ano de operação. Outro risco concreto é a expansão de solos argilosos do tipo 2:1, presentes em alguns bolsões no setor norte da cidade, que provocam ondulações no asfalto após ciclos de umedecimento e secagem. A ausência de um estudo geotécnico prévio que identifique esses materiais reativos leva a intervenções corretivas que custam até três vezes mais que o reforço preventivo com substituição de solo ou estabilização com cal.
Nossos serviços
O dimensionamento de um pavimento flexível em Imperatriz não se limita a calcular espessuras. Envolve investigação geotécnica de campo, dosagem de misturas asfálticas e especificação de materiais granulares compatíveis com as jazidas disponíveis no entorno da cidade.
Dimensionamento estrutural do pavimento
Cálculo das espessuras de reforço do subleito, base, sub-base e revestimento asfáltico com base no Número N de projeto e nos valores de CBR de campo. Inclui definição do tipo de ligante asfáltico (CAP 50/70 ou 30/45) conforme o volume de tráfego previsto para as vias de Imperatriz e verificação das tensões admissíveis no subleito.
Controle tecnológico de execução
Acompanhamento da compactação das camadas granulares, ensaios de grau de compactação in situ com frasco de areia, verificação da temperatura de aplicação do CAUQ e extração de corpos de prova para controle do teor de betume. Emissão de relatórios diários de conformidade conforme especificações do DNIT.
Perguntas frequentes
Qual o custo médio de um projeto de pavimento flexível em Imperatriz?
O investimento em projeto de pavimento flexível na região de Imperatriz varia conforme a extensão da via e a complexidade do solo. Para um estudo geotécnico completo com dimensionamento estrutural e relatório executivo, os valores se situam na faixa de R$4.390 a R$11.600, dependendo do número de furos de sondagem e ensaios de CBR necessários para cobrir a variabilidade do subleito.
Quais ensaios de campo são indispensáveis antes de dimensionar o pavimento em Imperatriz?
O ensaio de CBR (Índice de Suporte Califórnia) com imersão é o parâmetro de entrada principal do método DNER. Em Imperatriz, recomendamos complementar com granulometria por peneiramento e limites de Atterberg para classificar o solo no sistema TRB. Em trechos com histórico de alagamento, a verificação da umidade de equilíbrio do subleito é obrigatória para evitar superdimensionamento ou falha precoce.
O solo laterítico de Imperatriz exige algum tratamento especial antes da pavimentação?
Sim. A laterita concrecionária presente em vários pontos da cidade possui alta porosidade e pode se desagregar sob tráfego se não for bem compactada. O tratamento padrão envolve a homogeneização com grade de discos, correção da umidade até o teor ótimo do Proctor e compactação com rolo pé-de-carneiro seguido de rolo liso. Em casos de argila laterítica muito plástica, a estabilização com 3% a 5% de cal hidratada reduz a expansibilidade e melhora a trabalhabilidade.